Preço do milho registra baixa pelo quinto dia; veja as notícias desta terça-feira

No indicador Cepea base Campinas (SP), a cotação variou -0,59% em relação ao dia anterior e passou de R$ 98,79 para R$ 98,21 por saca

CANAL RURAL


Boi: maior oferta de confinados gera quedas na arroba, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo teve preços predominantemente mais baixos em virtude do aumento da oferta de animais confinados. Em São Paulo, capital, a referência passou de R$ 315 para R$ 314 por arroba, na modalidade a prazo. Apesar disso, a consultoria ressalta que a praça paulista contou com um bom ritmo de negócios.

Na B3, a tendência de queda permanece nos contratos futuros do boi gordo. Porém, o agosto, o primeiro futuro, apresentou leve alta em preparação para os últimos dias de negociação. O vencimento para agosto passou de R$ 311,65 para R$ 313,05, do outubro foi de R$ 313,65 para R$ 313,00 e do novembro foi de R$ 320,10 para R$ 318,60 por arroba.

Milho: indicador do Cepea tem quinta baixa seguida

O indicador do milho do Cepea, calculado com base nos preços praticados em Campinas (SP), chegou ao quinto dia seguido de queda. A cotação variou -0,59% em relação ao dia anterior e passou de R$ 98,79 para R$ 98,21 por saca. Ainda assim,, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 24,87%. Em 12 meses, os preços alcançaram 63,87% de valorização.

Na B3, as pontas mais curtas da curva de contratos futuros do milho tiveram leve queda, enquanto as mais longas fecharam em alta. O ajuste do vencimento para setembro passou de R$ 95,88 para R$ 95,73, do novembro foi de R$ 96,49 para R$ 96,46 e do março de 2022 passou de R$ 98,11 para R$ 98,19 por saca.

Soja: cotações têm desvalorização

O indicador da soja do Cepea, calculado com base nos preços praticados no porto de Paranaguá (PR), teve um dia de preços mais baixos. A cotação variou -1,35% em relação ao dia anterior e passou de R$ 174,94 para R$ 172,57 por saca. Desse modo, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 12,13%. Em 12 meses, os preços alcançaram 30,85% de valorização.

Na bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja encerraram uma sequência negativa de quatro dias, porém, o primeiro futuro permaneceu abaixo do patamar de US$ 13 por bushel, pelo segundo dia consecutivo. O vencimento para novembro teve uma valorização diária de 0,15% e passou de US$ 12,906 para US$ 12,926 por bushel.

Café: preços avançam novamente no Brasil e em Nova York

De acordo com a Safras & Mercado, as cotações do café no mercado brasileiro subiram novamente seguindo o exterior. No sul de Minas Gerais, o arábica bebida boa com 15% de catação passou de R$ 1.040/1.050 para R$ 1.050/1.060, enquanto que no cerrado mineiro, o bebida dura com 15% de catação ficou foi de R$ 1.050/1.070 para R$ 1.060/1.070 por saca.

Na bolsa de Nova York, apesar de novamente as cotações apresentarem apenas uma leve variação, o dia foi marcado por nova alta. O vencimento para dezembro subiu 0,19% na comparação diária e passou de US$ 1,815 para US$ 1,8185 por libra-peso. O mercado ficou bastante pressionado durante grande parte do dia, mas se segurou acima de US$ 1,80 por libra-peso.

No exterior: aprovação completa de vacina impulsiona bolsas

A aprovação completa das duas doses da vacina da Pfizer pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária dos Estados Unidos, FDA, impulsionou as bolsas globais. Entre as commodities, o petróleo apresentou recuperação e teve alta próxima de 4,0%. Em relação ao câmbio, a moeda norte-americana teve desvalorização global.

Os investidores aguardam o simpósio de Jackson Hole, evento que será totalmente online e ocorrerá na próxima sexta-feira, 27. O mercado espera que o discurso do presidente do Banco Central dos EUA, Jerome Powell, possa trazer mais sinais sobre o ritmo da redução das compras mensais de títulos realizadas pelo Federal Reserve.

No Brasil: Ibovespa abre semana em leve queda

Na contramão do cenário internacional, em que as bolsas europeias e norte-americanas tiveram um dia bastante positivo, o Ibovespa abriu a semana em leve queda em virtude dos riscos fiscais e políticos internos. O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,49% e fechou o dia cotado aos 117.471 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial ficou praticamente estável a R$ 5,382.

Na terceira semana de agosto, a balança comercial brasileira teve um saldo positivo de US$ 1,388 bilhão, fruto de um resultado de US$ 5,971 bilhões em exportações e de US$ 4,583 bilhões em importações. Dessa forma, no acumulado de agosto até a terceira semana, o superávit alcançou US$ 5,416 bilhões.