Em projeto piloto, óculos de realidade virtual ajudam crianças a se vacinarem contra Covid em MS


O pesquisador sul-mato-grossense, Luiz Fernando da Silva Borges, de 23 anos, desenvolveu um projeto que disponibiliza o uso de óculos de realidade virtual na vacinação de crianças contra a covid-19, no município de Aquidauana (MS) - a 141 quilômetros de Campo Grande. A iniciativa é inédita no Sistema Único de Saúde (SUS) no país.

O uso da tecnologia de ponta no dia a dia da vacinação no SUS acontece imergindo a criança em um mundo de personagens lúdicos, fazendo com que ela não perceba a agulhada.

Ao g1MS, Borges destacou que a iniciativa tem como objetivo incentivar a a imunização. “A criança é induzida, no momento da vacinação, de que não há agulha, não há dor. Já tem estudos que comprovam que o uso dos óculos reduz o estresse e a ansiedade. Algumas nem percebem que estão sendo vacinadas', ressalta.

O pesquisador descreveu que, no vídeo exibido, a criança não vê a vacina sendo aplicada, mas sim uma fadinha que constrói uma armadura nela. “Por meio do óculos, a criança assiste uma fadinha com uma armadura, meu objetivo sempre foi fazer algo com a tecnologia para reduzir o sofrimento de quem precisa', destacou.

O projeto-piloto é inédito na rede pública de saúde, conforme explicou o pesquisador. “Essa experiência de realidade virtual na vacinação infantil é inédita no SUS. A cidade de MS é a primeira a empregar essa tecnologia de ponta na hora da vacinação', avaliou.

Desde o ensino médio, Luiz Fernando desenvolve pesquisas e tecnologias na área de engenharia biomédica. Para a implantação do projeto, o pesquisador disponibilizou dois óculos de realidade virtual à Prefeitura de Aquidauana para uso e, ainda, conta com a parceria institucional de uma empresa, que cedeu por 06 meses a licença do software para uso.

Cientista prodígio

Entre inúmeros projetos, Luiz Fernando também criou um aparelho, com elementos vibratórios de celular, que conectado ao corpo do voluntário, faz com que o amputado volte a sentir o membro perdido.

O pesquisador atua na área da neurociência desde 2015, pesquisando o campo interface cérebro-máquina. “É um campo da neurociência que estabelece uma série de técnicas de como extrair atividade cerebral para o controle de uma prótese, por exemplo', explica.

Em 2016, o pesquisador sul-mato-grossense representou o Brasil com o projeto: “Prendendo fantasmas em robôs: um novo método de controle e design para próteses mioelétricas transradiais e rearranjo neuronal do Mapa de Penfield para feedback tátil' - na Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel ISEF) - que aconteceu em Phoenix, Arizona (EUA).