Advogado deixa defesa de jovem acusado de matar a mãe em Nova Andradina

DOURADOSNEWS / DA REDAçãO


Matheus Gabriel Gonçalves dos Santos, de 18 anos, preso como suspeito de envolvimento na morte da mãe, Marta Gouveia dos Santos - Crédito: Jornal da Nova

O advogado Henaglyton Jhulyano Sigerson Corneto anunciou nesta quinta-feira (11), que deixou a defesa de Matheus Gabriel Gonçalves dos Santos, de 18 anos, preso como suspeito de envolvimento na morte da mãe, Marta Gouveia dos Santos, de 37 anos, em Nova Andradina. 

De acordo com o Campo Grande News, Corneto disse que foi contratado apenas para audiência de custódia e que, logo a mesma finalizada, não tem mais como cooperar com a defesa de Matheus Gabriel. “Notifiquei o ex-cliente sobre a renúncia ao mandato. Ficarei no processo pelos próximos 10 dias ou até ser constituído novo advogado, conforme manda a Lei”, frisou Corneto.

O advogado disse ainda ao Campo Grande News que a coleta de material biológico, confrontado ao que foi encontrado na cena do crime, comprovaria que Matheus não teria envolvimento com a morte da mãe. 'Acredito na inocência do senhor Matheus Até agora não o vejo na cena do crime', disse. Como mostrado pelo Dourados News, Matheus é suspeito pela morte da mãe Marta Gouveia dos Santos,37. A mulher saiu para pedalar no dia 23 de janeiro e depois foi encontrada morta.

O corpo foi encontrado por um casal de amigos, por volta das 16h20, à margem da segunda alça do anel viário que liga a rodovia MS-276 com a MS-134, saída para Batayporã, em Nova Andradina. Foi constatado que Marta levou 30 golpes de objeto perfurante, sendo 24 no pescoço e 6 na região da cabeça.  Conforme o Jornal da Nova, o rapaz participou das buscas pela mãe, junto a polícia. 

O rapaz teria discutido com a mãe, nos dias que antecederam o crime, 20 e 21 de janeiro, conforme ela relatou a uma pessoa próxima. O móvito seria que Marta queria se mudar de Nova Andradina e não levaria o filho.

No velório da mulher, conforme relatos de amigos e familiares o filho não demonstrava dor ou tristeza pela morte da mãe. 

O rapaz foi preso no quartel de Aquidauana, onde fazia teste para uma vaga. O aparelho celular dele foi um dos pontos chaves para a descoberta de conversas e localizações durante o crime e depois.