Milho abre mais uma semana altista com B3 passando dos R$ 106,00 e CBOT acima dos US$ 7,78


A segunda-feira (07) começa com os preços futuros do milho estendendo as flutuações altistas registradas na última semana na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas e ultrapassavam a marca dos R$ 106,00 a saca por volta das 09h14 (horário de Brasília).

O vencimento março/22 era cotado à R$ 103,00 com elevação de 0,59%, o maio/22 valia R$ 106,30 com alta de 1,84%, o julho/22 era negociado por R$ 100,95 com ganho de 2,17% e o setembro/22 tinha valor de R$ 100,98 com valorização de 2,20%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, esse é um bom momento para os preços de diferentes culturas, entre elas a do milho, que já começa a registrar boas movimentações para exportação no Brasil.

“Na sexta-feira tiveram negócios no porto de Paranaguá a R$ 112,00 a saca, a maior cotação da história do milho em Paranaguá. Já temos 30 navios negociados para embarque curto com as cooperativas e cerealistas aproveitando para vender e os produtores recebendo acima dos R$ 100,00', diz Brandalizze.

Roberto Carlos Rafael, analista da Germinar Corretora, destaca que o Brasil pode abocanhar uma fatia da demanda pelas 35 milhões de toneladas exportadas anualmente pelos ucranianos, que vai ter muitas dificuldades para implementar a próxima safra que seria plantada entre março e junho e escoar qualquer tipo de produção.

A Bolsa de Chicago (CBOT) já havia subido 15% ao longo dos últimos sete dias e larga mais uma semana com movimentações positivas para os preços internacionais do milho futuro por volta das 09h02 (horário de Brasília).

O vencimento março/22 era cotado à US$ 7,78 com valorização de 22 pontos, o maio/22 valia US$ 7,76 com ganho de 22 pontos, o julho/22 era negociado por US$ 7,41 com alta de 20,25 pontos e o setembro/22 tinha valor de US$ 6,80 com elevação de 19 pontos.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho seguem em alta em Chicago devido a preocupações com a oferta.

“Até que os combates na Ucrânia terminem, não se pode esperar que as exportações de trigo e milho da Ucrânia e da Rússia sejam retomadas', disse um trader europeu.

A publicação destaca que, os portos ucranianos permanecem fechados e os negociantes estão relutantes em negociar trigo russo após as sanções ocidentais, então os compradores estão buscando fornecedores alternativos.

“Com uma corrida tão repentina em outras fontes, há a preocupação de que alguns países introduzam restrições à exportação para impedir que seus próprios suprimentos domésticos sejam sugados', disse outro trader ouvido pela Agência.

Relembre como fechou o mercado na última sexta-feira:

+ Milho chega aos R$ 112,00 no porto de Paranaguá e fecha semana de valorizações