Proteção do pequi: Epamig conduz estudo pioneiro sobre praga que ataca pequizeiros

O estudo foi divulgado no momento de avanço nas discussões sobre a proteção do fruto do cerrado, com a ‘Lei Pró-Pequi’ nacionalizada no dia 7 de janeiro.

COMPRE RURAL / ESCRITO POR COMPRE RURAL CONTEúDO


Foto: Ascom Epamig

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em colaboração com o departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), conduziu um estudo com o objetivo de identificar a espécie associada à mortalidade de pequizeiros.

A pesquisa levou à publicação de um artigo científico, divulgado no momento de avanço nas discussões sobre a proteção do fruto do cerrado, com a ‘Lei Pró-Pequi’ ou ‘Lei Pró-Cerrado’ nacionalizada no dia 7 de janeiro. 

O fruto, típico do Cerrado, é amplamente apreciado na culinária brasileira e constitui uma fonte de renda significativa para comunidades locais. Descoberta da praga em Minas

O estudo, conduzido pela área de Entomologia da Epamig Norte, com o apoio de instituições nacionais e internacionais teve início em 2019, após relatos de danos causados por insetos perfuradores em pequizeiros na região de Japonvar, no Norte de Minas.

A praga, popularmente chamada de “broca do tronco do pequizeiro', foi identificada como uma lagarta da família Cossidae, que ‘escava’ galerias no tronco das árvores, comprometendo sua integridade e saúde.

Exames realizados em parceria com o Departamento de Zoologia da UFPR permitiram identificar o inseto como Cossula duplex Dyar & Schaus, registrado apenas na América Central e na Floresta Amazônica. Este é o primeiro registro científico da espécie nos estados de Minas Gerais e Goiás.

Segundo o pesquisador da Epamig, Antônio Cláudio, a identificação da espécie é fundamental para desenvolver métodos de controle.

‘A descoberta do nome científico da espécie é crucial para obtermos as informações científicas disponíveis, como áreas de ocorrência e ciclo de vida, e para desenvolvermos estratégias de controle para esta espécie, e outras ‘parentes’, que sejam ambientalmente sustentáveis e economicamente viáveis’, explica. Próximos passos

A Epamig informou que continua com a pesquisa, com foco no desenvolvimento de estratégias de manejo baseadas na comunicação química entre machos e fêmeas do inseto Cossula duplex. Além disso, estudos estão sendo realizados para avaliar a relação entre a praga e a mortalidade do pequizeiro, espécie ameaçada e de grande relevância econômica para o Cerrado brasileiro.

Fonte: Itatiaia